Confesso que diante do espelho Ensaiei inúmeras Vezes em me declarar Alguns versos rabisquei Em uma folha cor de ouro No intuito de te mostrar Naquele instante Coragem eu tomei Estava decidido deixar de estar escondido E o que sinto te falar Ansiosamente passei O dia olhando às horas No relógio Que parecia não passar Pois esperava a hora de partir Fingindo coincidência De te ver onde tem costume de ir Já que frequentamos este mesmo lugar Porém não foi bem assim A coragem se distanciava de mim Quando mais eu me aproximava De onde tu estava Acabei chegando primeiro Imaginando até o teu cheiro E ansiosamente minha mente Insistia em te procurar Entretanto foi assim Borboletas Fez meu estômago de jardim No instante que percebi Tua beleza pela porta entrar Então, mais uma vez Tudo se repete Tua perfeição Fez de mim um imperfeito sujeito Que o medo foi capaz de dominar Mas, confesso que diante do espelho Ensaiei inúmeras vezes em me declarar