Um último pedido de um arrependido Que vive perdido no caminho das dores Um coração manchado e encardido Que vive escondido, totalmente desiludido Sobrevivendo no mundo dos desamores No tempo estendido, estava decidido E viu-se iludido, regando falsas flores E agora, desprendido, pois tem entendido E com a dor aprendido que, quem ama vive escondido Por medo de ser julgador, fracos e amadores Confesso que ando sonhando E até esperando ver o telefone tocar E ao atender, sua voz reconhecer dizendo olá E neste instante, minha voz se emudecer E de emoção sentir na boca o coração Ao ponto de nem conseguir falar E a palavra saudade te ouvir dizer E eu repetir que também senti do lado de cá Então, sem medo irei confessar E te direi que não era apenas poesia Pois o que eu escrevia era declaração Disfarçada com rimas, na intenção do vento te entregar E o meu silêncio era para esconder E consegui te esquecer, entretanto No meu canto, na solidão, todos os dias te relembrar