Na rua estreita, a vida grita, mas ninguém quer ouvir O mundo gira tão depressa, e a fome fica por vir Criança pede um trocado, adulto finge que não vê É mais fácil olhar pro lado do que encarar o porquê A cidade veste ouro, mas pisa em chão de barro Quem tem tudo segue ileso, quem tem pouco segue amargo E a gente cresce achando que é normal sobreviver Mas normal é ter direito, não lutar só pra viver E eles passam com os olhos fechados Como se nada estivesse errado Mas a desigualdade tá aí Gritando alto, pedindo pra existir E a gente luta com o peito cansado Mesmo ferido, ninguém é calado Porque o futuro só vai florescer Quando o problema alguém quiser ver Se cada rosto tem uma história que você não quis saber Como mudar esse país se ninguém quer se envolver? Abrir os olhos não dói, mas a indiferença mata E a esperança só renasce quando a voz do povo é exata E eles passam com os olhos fechados Como se nada estivesse errado Mas a desigualdade tá aí Gritando alto, pedindo pra existir E a gente luta com o peito cansado Mesmo ferido, ninguém é calado Porque o futuro só vai florescer Quando o problema alguém quiser ver