Quanto mais tento me entender, mais distante de mim me sinto A cada pergunta, o silêncio é uma metáfora Que Cristo é o colo da compaixão, divinamente inseminado Propulsor do perdão Deus vivo, crucificado Compara tua existência à ignorância do fiel A fraqueza chamada medo que adoça o gosto do fel Com as perguntas que enlouquecem: De quem, quando e por quê? Se fez convicta a justiça de um Deus que me faz sofrer Se a meta for me convencer o paraplégico a andar As pedras podem se mover e o cego volta a enxergar Só não me peça pra Te amar expressando arrependimento Aos Seus pés me curvar Não sirvo ser Teu brinquedo Porque o púlpito do pastor é um anestésico da fé que cega Quem não quer ver o mundo como ele é Pois foi em nome de uma justiça e a força do preconceito Que após judeus em Munique, a Klan escaldava negro High-tech, chips, um ne pele, aidéticos terminal Anatomia predatória na glândula pineal Relato clássico, mosaico apoteótico do horror Das guerras medievais ao sangue do gladiador Tipo um gado me marquei com a agulha rasgando minha pele Seu Calvário tatuei, dei perdão a quem me fere Quando na dor me entreguei de corpo e alma ao Criador Foquei a paz e me enganei Percebo que nada mudou De tempos predominantes, impérios, palácios e reis Século XX, os plebeus ainda subalterno do burguês No meu distúrbio emocional, deixei a lágrima escorrer Olhar pro espelho e aceitar que não consigo me entender Pois não me sinto portador da divindade ou do perdão Desconheço o que é o amor e ter fé pela arrebatação Porque nasci pra pensar, não suportar a dor calado Refletir, compreender, e ver que o erro é do passado Só não pergunte quem sou, pra onde vou, de onde vim Porque sou tudo, sou nada e sou confuso igual a Ti Que me deu uma vida imperfeita, num vale para atravessar Um coração petrificado ao sofrer Ter que Te amar? Mas não açoitei Jesus, nem condenei Judas à forca Mas quando cito Seu nome, pra ser ateu minha fé é pouca! Se és vivo, se manifeste! Mande um sinal da verdade! Antes que eu corte os pulsos e me mate como um covarde Diga, onde está Você? Me decidindo pela dor Arrebata a rima achada e do absoluto amor! Pois não me sinto portador da divindade ou do perdão Desconheço o que é o amor e ter fé pela arrebatação Diga, onde está Você? Me decidindo pela dor Arrebata a rima achada e do absoluto amor! Pois não me sinto portador da divindade ou do perdão Desconheço o que é o amor e ter fé pela arrebatação Entre munições e surtos psicóticos, me sinto mais um gado pecador Pai, abnegado do oportuno e da vaidade que limita a compaixão Optei pelo exílio, e o triunfo solitário pelo vale do esquecimento Fala comigo, ó Pai, pois não quero negar a Ti Mas me sinto flagelado, perante a guerra e o desamor Onde a voz do inocente foi silenciada pela escuridão dos corações Desde o ventre que te observo, escrevi a sua história Flávio Rodrigues é seu nome, sei quem és, a sua glória Nunca mais se sinta só, também és filho Meu Talvez o pródigo, um príncipe moderno dos hebreus Já és conhecedor até à pergunta ao me fazer Só que a verdade que te assola é o que tem dentro de você Pois quando se opõe a Mim, faz de ti sua provação Não tens fé pra ser ateu, possui um nobre coração Capaz de enfrentar gigantes, morrer por um sorriso Praticar o perdão andando ao lado do inimigo Amado por Jesus Cristo Diferentes, tão iguais Mesmo com a fé sem estrutura, assola o nome Satanás Que acompanha cada passo, a evolução junto a ti Um dos poucos que sem temer se expressa ao discordar de Mim Amante da lealdade, anseia por conhecimento Vitimado igual a Jó por não corresponder seu tempo Te dei o livramento, ceguei sua dor, no dia 11 de setembro Ceguei o atirador, para aprender teve que errar Mas hoje pode Me entender Que é preciso amar a vida para estar pronto para morrer Palavras são palavras, sentimentos são ações Intermédio da verdade de poucos corações Que pela fé e compaixão expõe a lágrima ao suplício Ao canto fúnebre do tempo que envelhece teu sorriso Tinha tanto pra te dizer, do fim dos tempos ao passado Mas por ser o Criador, o tratamento é igualitário O sofrimento e a agonia, saudades e dor Fé que revive é a passagem pro espírito sonhador Tenha fé, foca ao céu, retorna ao seio, filho Meu Após a morte estará comigo, não tens fé para ser ateu Pode tentar se enganar, pro subego omitir Quanto mais tenta Me negar, mais se torna parte de Mim Do ato falho, redimido, perdão concedido de coração Se arrependa, em ti renasça Cristo, majestosa compaixão Arrebata um pré-ateu ao lado Após Jesus beijar sua face, eu vejo a lágrima chorar Do ato falho, redimido, perdão concedido De coração me arrependo, Em ti renasça Cristo De coração me arrependo Do ato falho redimido perdão concedido De coração me arrependo, em ti renasça Cristo De coração me arrependo Então que em mim renasça Cristo Em ti renasça Cristo Então que em mim renasça Cristo!