No começo era puro o jardim e a intenção Mas nasceu no silêncio a sombra no coração Um olhar comparando oferta e atenção E a inveja cresceu como erva no chão Do fruto proibido nasceu a divisão O pecado encontrou morada na ambição Quando o orgulho falou mais alto que o amor A verdade calou, e gritou o rancor Deus não vê só as mãos, Ele vê o coração Não se engana com gesto, conhece a intenção Coloque o coração no altar, não só a oferta na mão Deus procura verdade, não aparência de devoção A inveja é semente que gera dor e solidão Quem planta mentira colhe escuridão Dois irmãos diante do mesmo Senhor Um levou sinceridade, o outro levou valor Mas sem fé, sem entrega, sem quebrantamento O culto virou palco de ressentimento O pecado bateu, encontrou decisão E a raiva guiou a própria mão O sangue na terra clamou aos céus Consequência amarga dos atos cruéis Não existe pecado que fique escondido Toda escolha escreve o próprio destino Coloque o coração no altar, não só a oferta na mão Deus procura verdade, não aparência de devoção A inveja é chama que queima o irmão E afasta da graça, destrói comunhão Se houver inveja, confesse Se houver ódio, perdoe Antes que o mal floresça E sua alma se corrompa e doa Deus ainda chama pelo nome Ainda espera arrependimento Melhor é cair de joelhos Do que viver no julgamento Coloque o coração no altar, inteiro e sem divisão Quebrante o orgulho, entregue a intenção Porque o pecado começa no pensamento Mas a salvação nasce no arrependimento Que o culto seja verdade Que a fé seja ação Que não haja traição Quando Deus pede o coração