No sertão da mentira armam o cercado Promessa vazia, povo acorrentado Um saco de arroz, um favor banal Compram esperança no curral eleitoral A fome é usada como instrumento Miséria vira voto, vira argumento Na época da urna surgem como irmãos Depois viram as costas, somem na nação É a mesma novela, o mesmo roteiro O povo sofrendo, eles nadando no dinheiro Paletó caro, discurso ensaiado Consciência vendida, futuro hipotecado Curral eleitoral, vergonha nacional Corrupção travestida de ajuda social Exploram a dor pra se perpetuar Amarram o povo pra nunca mudar Curral eleitoral, cadeia invisível Onde a miséria vira algo aceitável Mas o povo acorda, começa a enxergar Não há cerca que consiga nos segurar Brasília distante da realidade Lá o banquete, aqui a desigualdade Lei pra blindar quem já tem poder E o povo implorando pra sobreviver Trocam direitos por migalhas no chão Chamam isso de política, eu chamo de opressão Enquanto o voto for moeda barata A corrupção nunca larga a gravata Mas quando a mente rompe o arame farpado O curral cai, o jogo é virado Educação é a chave, verdade é a luz Não se compra um povo que pensa e conduz Curral eleitoral, não nos representa O Brasil não é gado, é voz que enfrenta Chega de mentira, chega de teatro O voto é sagrado, não é contrato Curral eleitoral vai ficar pra trás Quando o povo unir coragem e paz Sem cerca, sem dono, sem manipulação O futuro nasce da libertação