Linhas traçadas sobre o chão Mapas frios na mesa do poder Homens discutem com canhões Sem nunca saber quem vai sofrer A terra não tem dono algum Mas carimbam nomes pra dividir Enquanto o povo sangra em silêncio Sem entender por que lutar ou fugir Bandeiras sobem, promessas caem E o vento leva a razão Na fronteira arde o fogo da ambição A ganância cega o coração Terras viram pó nas mãos E a paz se perde na escuridão Quem vai vencer essa guerra sem fim? Se ninguém sabe onde começa ou termina Na fronteira, só resta a dor E o eco triste da sina Soldados marcham sem olhar O horizonte que um dia foi igual Do outro lado há outro irmão Com o mesmo medo mortal Palavras viram munição Discursos inflamam a multidão Mas no campo só fica o silêncio Depois da última explosão O poder seduz, a verdade cai E a história volta a sangrar Na fronteira arde o fogo da ambição A ganância cega o coração Terras viram pó nas mãos E a paz se perde na escuridão Quem vai vencer essa guerra sem fim? Se ninguém sabe onde começa ou termina Na fronteira, só resta a dor E o eco triste da sina Se a terra falasse diria Eu não pertenço a ninguém Mas o homem ergue muralhas E esquece que volta ao pó também Na fronteira arde o fogo da ambição A ganância cega o coração Terras viram pó nas mãos E a paz se perde na escuridão Quem vai vencer essa guerra sem fim? Se ninguém sabe onde começa ou termina Na fronteira, só resta a dor E o eco triste da sina Que um dia a paz seja o mapa E o amor a única nação