No trilho antigo da memória Vai cantando a emoção Maria-Fumaça risca o tempo Com fumaça no coração Seu apito corta a serra Como um grito de saudade Leva sonhos nos vagões E histórias pela cidade Entre vales e montanhas Ela segue sem parar Cada curva é um destino Cada ponte, um lugar Ô Maria-Fumaça, leva eu Pelos trilhos do meu viver No vapor da esperança Aprendi a não temer Ô Maria-Fumaça, meu amor Teu caminho é meu chão No balanço desse trem Vai batendo meu coração Lenha ardendo no teu peito Como um fogo a brilhar Teus pistões são como braços Me convidando a sonhar Pelas janelas passam campos E o Sol a se deitar Cada paisagem é um verso Que me ensina a amar O passado vai no banco O futuro no vagão E no meio da viagem Vai seguindo a canção Ô Maria-Fumaça, leva eu Pra onde o tempo é bom Onde a vida é mais simples E o amor vira som Ô Maria-Fumaça, meu bem Teu apito é oração Chamando quem anda perdido De volta pro coração E se a vida é uma estrada Cheia de curvas e dor Eu escolho teus trilhos Feitos de fé e de amor Ô Maria-Fumaça, leva eu Pelos trilhos do meu viver No vapor da esperança Aprendi a não temer Ô Maria-Fumaça, meu amor Teu caminho é meu chão No balanço desse trem Vai batendo meu coração Ô Maria-Fumaça, vem Me levar pra além Onde o sonho não cansa E a esperança também No vapor desse trem Eu aprendi a viver Maria-Fumaça querida Me ensinou a crer