No palco escuro da nação ferida Cordas invisíveis puxam a vida Mãos douradas lá do alto do salão Controlam corpos, calam a razão O povo grita, mas ninguém escuta Promessa falsa, conversa bruta No tabuleiro da ambição sem fim Quem move as peças nunca é o povo, enfim São marionetes do próprio querer Vendendo a alma pra sobreviver Dinheiro compra até a moral E o preço é o sangue social Marionete do poder Sorriso falso pra esconder Sanguessugas na escuridão Bebendo a força da nação Hipócritas de terno e gravata Prometem céu, entregam sucata Presos na teia da ambição Manipulam o coração Oligarcas sentados no trono dourado Rindo alto do povo explorado A lei dobrada como papel Enquanto o povo amarga o fel Corrupção vestida de discurso bonito Mentira repetida vira mito Perpetuam-se no mesmo lugar Mudam o nome, mas tudo é igual Mas cordas também podem arrebentar E a marionete pode despertar Quando o povo aprende a enxergar Nenhum tirano pode sustentar Marionete do poder Sorriso falso pra esconder Sanguessugas na escuridão Bebendo a força da nação Hipócritas de terno e gravata Prometem céu, entregam sucata Presos na teia da ambição Manipulam o coração Marionete do poder Chegou a hora de romper Sanguessugas vão cair Quando a verdade explodir Hipócritas sem proteção Sem cordas, sem manipulação O povo escreve a direção E retoma sua nação