Até que a morte nos iguala Não seja verso pra quem é prosa Uma mesma Lua reflete em mil águas Cuidados com os vai morrer, vai matar Esse soul soa tanto com quem eu sou Tudo que canto não é só amor Escrevi tanta rima que me curou E sentir o peso delas Não me dá mais dor O silêncio recita em toques Morremos por azar ou por sorte? O que você sente? Minha cor te ofende? Entende, o ódio faz jus ao seu nome Emoções sintéticas é o que mais te consomem Esses seus versos falsos (hipócritas) porque eles te corrompem Eternizo em linhas e nem são versos da bíblia Mas se precisar desejo que você ore e também reflita Dorme neném que o mundo é cruel Te vendem mentiras embrulhada em papel Te dão um futuro que nunca é teu Um sonho engessado que já nasceu Crescem criança, mas sem questionar O sistema te embala pra te controlar Dorme tranquilo que a verdade vem A canção de ninar é corrente também E nada se perde, tudo se transforma, a dor do outro não te condiciona Estendem a mão pra vender ajuda Não mudam a história, só mudam a forma E aos olhos de quem vê, o rap é tudo que eu tenho E as línguas que condenam não valem meu desempenho Toda experiência me provou o valor do tempo E toda história triste me provou que é momento Toda vitória, sempre cobra um preço Toda derrota, merece um recomeço Toda palavra, merece apreço Todo silêncio, sempre tem um peso Tão nos matando faz anos, não vejo estudo, documentário Elize mandou um ralo, cena na Netflix, mimimi do caralho Cês tão procurando problema, e nós veio pra dar trabalho Cês tão querendo assustar, mas vão sair assustado