Os meus olhos cerrados Tateando as pálpebras Os meus versos ousados Declamando sílabas Mas um sábado em claro Talvez seja domingo no Outro lado do globo Rimas, horas, polígonos Meus ouvidos fechados Enxergando uma música No estalo de dedos Pendurando meu ritmo Um poema legítimo Nasce no dia último Um sentimento único Vindo de um polímata Que carrega a angústia E certa nostalgia Na orgia do luxo e a melancolia Saudando quem vigia por meio dessa energia telúrica Eu não quero a penúria Fui na fúria sabendo que isso é difícil Mas não é impossível 07:07 Em suma, isso só me confirma Isso aqui é um delírio De um louco desajustado Que veio para endireitar tortos e desfazer agravos Então, tenham cuidado Sigo disparatado E o meu desbaratino Foi por ler um só livro de cavalaria E nele ver a vida Foda é que a parte que me grita ARTE É a mesma que me grita VIDA Boa parte da vida é a morte Até que chegue a definitiva A definitiva eu chamo de arte Eu rimo tanto pra mudar de vida Ginga de malandro que agita a favela Inspiro os menor com essa merda que eu rimo Então, é tudo sobre energia Tudo que te contamina Viva toda nossa bela cultura latina!!! Um homem não abandona a casa, um homem sustenta a casa Parte em meio a guerra Sigo tranquilo, mente blindada Pra que um dia o menozinho possa se inspirar Que eu não tive exemplo, então exemplo eu vou me tornar