É que gula não é fome, nem vontade de comer Se não dividir o pão, vou multiplicar pra quê? Já sei meus 13 porquê Escolhi querer viver Escolhi querer escrever Já que é bem maior que eu Já que a Algoz me deu Amigos que me acolheu Vida não é colher de chá Não é castigo, só colheu Proteção dos Orixá Minha inspiração sou eu Invejoso xapralá Cê tem sorte, eu tenho Deus Eles acharam que foi perda de tempo Que não teria tempo bom Se teve semeadura Eu vi os meus manos sem perspectiva alguma Em meio a vida dura, voltar a ter esperança Eu falo sobre sonhos, cês refina ganância Não defina minha ânsia, que isso é ignorância Eu quero um Deus que dança Que isso é minha herança Você pediu bonança numa casa com claraboia É a hora que os cara boia, que a área não tá dahora Nois capitães de areia, vocês capitães do mato Faz estátua pra esses branco e herói é Arariboia A ira contra os bantu lembra de um dia no estágio Que eu escrevi errado e uma branca corrigiu rindo Veio ironizando que faltou o português Mas pro massacre que eles fez Acho mesmo é que falta índio E se parar pra ver as coisas que realmente vingam Pensando bem melhor nóis que é que somos os ricos Malandro, eu desço a letra e fodo seu raciocínio E se não ta gostando, tu é playboy de condomínio Que sobe pra pancar na quebra e fica perdido Malandro, eu tenho a chave para esse labirinto E passei por lugares que te deixariam extinto Já ter o que comer já é espetáculo dos lindos