Perdi o traço original que o Senhor desenhou Me moldei nos padrões do mundo que me aplaudiu Usei Teu nome como selo do que conquistei Enquanto longe do Teu Éden eu me escondi Era fácil justificar tudo que alcancei Te citar nos discursos, mas do altar Te tirei Celebrei resultados pra disfarçar a dor Me afastei da fonte, mas mantive o nome do Senhor Pouco a pouco fui assinando sem perceber Contratos que prometiam crescer sem depender Quanto mais eu subia, menos Te escutava Meu Sol brilhava alto, minha alma se afastava Eu dizia: Graças a Deus, foi luta até chegar Mas no fundo era eu tentando me exaltar Confundi provisão com autossuficiência Troquei Tua presença por controle e aparência Como toda história, existe um caminho a andar E é no auge da colheita que o Senhor vem provar Pois é mais fácil se perder quando a bênção seduz Do que quando a vida pesa e só resta a cruz Muitos Te acham quando tudo parece ruir Mas Te perdem quando a mesa começa a fluir O excesso distrai, a fartura confunde E o coração esquece Quem tudo sustenta Então o processo começa sem avisar Perdas repentinas tomam seu lugar Contratos se rompem, a paz sai do chão E o controle escorre da minha mão Deus não nos tira coisas por maldade Ele remove o que nos impede de fluir Tem gente que se perdeu na bênção que recebeu Porque esqueceu que tudo o que vem do céu Nasce pra correr, não pra ficar preso O rio que não flui adoece A bênção que não se reparte pesa Deus não nos tira coisas por maldade Ele remove o que nos impede de fluir Tem gente que se perdeu na bênção que recebeu Porque esqueceu que tudo o que vem do céu Nasce pra correr, não pra ficar preso O rio que não flui adoece A bênção que não se reparte pesa A bênção que Eu dou não é pra você reter Não é pra se apegar, nem pra se engrandecer Ela é rio que corre, pão repartido Não foi feita pra virar troféu escondido Água parada não gera vida, só tensão O que não flui adoece o coração Eu te abençoo pra alcançar e compartilhar O que Eu sopro precisa circular Eu sou o Deus que multiplica ao repartir Que faz do pouco um começo de existir Melhor é dar do que acumular Bênção que não corre não nasceu pra prosperar Eu sou o Deus que multiplica ao repartir Que faz do pouco um começo de existir Melhor é dar do que acumular Bênção que não corre não nasceu pra prosperar O Deus de Gênesis sopra vida outra vez Remove retenções que você mesmo ergueu Não reconstrua os muros que Eu vim derrubar Prosperidade é caridade em forma de amar Eu não retenho Eu faço fluir Sou o Deus da multiplicação Tem gente que se perdeu na bênção que recebeu Porque esqueceu que tudo o que vem do céu Nasce pra correr, não pra ficar preso O rio que não flui adoece A bênção que não se reparte pesa Compartilhe a bênção