Me perdi nos próprios passos que tracei Fui seguindo sombras que eu mesmo criei Tua voz já foi casa, agora é distância Meu coração virou sala em vigilância O erro me chama pelo meu nome E eu respondo como quem tem fome Mas não de pão De ilusão Dou dois passos em direção ao Teu altar Mas o orgulho me puxa e me faz voltar Te sinto longe, mas sei que é engano meu Sou eu quem saí do lugar que era Teu Senhor, me ache nesse labirinto Minha alma grita, mas eu tô em silêncio Se ainda me vês, me estende Tua mão Sou um prisioneiro da própria escuridão Me leva de volta para o Lugar Onde eu não precisava me esconder do Teu olhar Se ainda existe perdão pra mim Que ele me encontre onde estou, aqui O céu se calou ou eu não quis ouvir? Será que é Teu silêncio ou meu fugir? Me acostumei com a distância e o erro Fiz do abismo meu endereço inteiro Mas lá no fundo ainda há uma oração Que o pecado não calou, nem a decepção Ela sobe fraca, quase sem voz Mas ainda clama por Ti em nós Eu tentei escalar esse poço escuro Com mãos feridas e um coração impuro Caí tentando voltar ao início Mas talvez seja esse o Teu sacrifício Que eu reconheça o quanto preciso Sem máscaras, sem justificativa Só um filho sujo dizendo: Pai Ainda dá tempo de me trazer de volta? Senhor, me ache nesse labirinto Antes que eu me perca em mim mesmo, eu sinto Que mesmo em ruínas, Tu vens me buscar Porque Teu amor não cansa de me amar Me leva de volta para o Lugar Onde o Teu nome é tudo o que sei falar Se ainda existe vida em mim Que ela volte quando eu disser Estou aqui põe Teu amor em mim