A armadura pesou no caminho E o campo de guerra se escureceu Parece que o servo caminha sozinho Pois o brilho da espada se escondeu A ferida ardeu no silêncio da prova E o gemido subiu como incenso ao Céu Pedindo a Deus uma força nova De um dependente servo teu Não morra agora, ó soldado ferido O Mestre das curas parou pra te ouvir Seu pranto secreto por Deus foi sentido E o bálsamo santo já vai te ungir Não é pelo braço, nem pela vontade Que a alma consegue a guerra vencer Mas é pela graça e pela piedade Que o Céu se levanta pra te socorrer Levante a cabeça, retome o seu posto Pois o Capitão não te abandonou Ele enxuga a lágrima que banha o rosto E o óleo da vida aqui derramou Esta alma se sente agora guardada No esconderijo do seu Redentor Pois a história que foi por Deus desenhada Termina em glória e em santo louvor Não morra agora, ó soldado ferido O Mestre das curas parou pra te ouvir Seu pranto secreto por Deus foi sentido E o bálsamo santo já vai te ungir Não é pelo braço, nem pela vontade Que a alma consegue a guerra vencer Mas é pela graça e pela piedade Que o Céu se levanta pra te socorrer