Eu sei que vou me ferrar Mas não consigo parar de te querer Eu carrego o peso de mil noites sem sono Cicatriz no peito que nem bala explica Teu nome na minha pele queima como álcool Cada letra sangra quando eu lembro da tua boca Eu jurava que era de ferro, que nada me dobrava Mas tu chegou e desmontou o bandido em segundos Agora eu rezo escondido pra Deus não me levar Antes de te ver mais uma vez, mesmo que seja a última Tu diz que eu sou veneno, que vou te destruir Mas quem tá morrendo devagar sou eu sem ti Sou bandido apaixonado, condenado ao teu olhar Teu nome tatuado onde a alma costuma sangrar Se a polícia bater, que leve meu corpo inteiro Mas deixa o coração aqui, algemado no teu peito É amor que dói, amor que mata devagar Tu é minha perdição, minha cachaça no lugar Se for pra cair, que seja nos teus braços frios Dois condenados que se amam no corredor da morte, ô Eu te vejo nas ruas e finjo que não sinto Mas por dentro eu desabo, viro pó de ti Te levo no carro roubado, capuz e silenciador Mas o tiro que mais dói é teu adeus no retrovisor Eu minto pros brothers que é só mais uma mina Mas choro no banheiro com tua foto na mão É assalto ao meu peito todo dia de novo Tu levou tudo e eu ainda te imploro por mais um pouco Sou bandido apaixonado, condenado ao teu olhar Teu nome tatuado onde a alma costuma sangrar Se a polícia bater, que leve meu corpo inteiro Mas deixa o coração aqui, algemado no teu peito É amor que dói, amor que mata devagar Tu é minha perdição, minha cachaça no lugar Se for pra morrer, que seja te olhando nos olhos Dois errados que se amam até o último suspiro Se eu for preso amanhã, escreve na parede da cela Ele morreu vivo Morreu por ela E se eu escapar da vida, volto só pra te ver Nem que seja fantasma, eu vou te assombrar de pé Sou bandido apaixonado Condenado ao teu olhar Teu nome tatuado Onde eu não consigo mais parar de sangrar Se o mundo acabar, que acabe me enforcando no teu cheiro Dois bandidos apaixonados Morrendo pelo mesmo erro Ô Te amo E isso tá me matando