Bailam sobre as águas do Nhamundá Guardiãs do lugar, mulheres guerreiras Ancestralidade que reluz Moldada em barro, sua arte seduz É herança de iara, filhas de Tupã Protetoras das matas, valentes cunhãs A primavera anuncia, à luz de jaci No rito sagrado, vida a florir Mulher bela virou onça Quando o ouro brilhou E gerou a ganância, cegando o invasor A mão que faz a arte Faz justiça por amor Empunha o arco, sem delicadeza É lenda, história é flecha certeira Amazonas Tua força é legado que o tempo deixou Reflete o medo de quem batizou É sangue que corre nas veias da Amazônia O pulmão do mundo, já sofreu demais É tanta cobiça precisa de paz Auê ecoa um grito de resistência Preservar tem que ser a essência Lição para todo aprendiz Fazer da floresta, lugar de gente feliz! Noite de luar, festa na aldeia Meu sonho é luz que conduz clareia Rufam tambores pro ritual Levanta a poeira, Dragões da Real