Amigos que não se comunicam
Deixam arestas
Para dejavus diabólicos
Preencherem as frestas

Que massa é
Sentar na mesa
Embaralhar as cartas
Jogar o jogo da memória
Como amigos de infância
Trazer as sementes das melhores histórias do quintal da escola

Amigos que gosto
Tanto
Que nem imaginam o quanto
Pra mim indefere se não gostam de mim
Pois ha algo dentro de mim
Que se alimenta dessas vozes
Da memória
Que não se apaga
E me fazem sentir tão bem
Agora adulto
Melhor que embalo de mamãe neném
É tão real e fraternal
As memórias
Do quintal de cada casa
De cada amigo
Que frequentei
Quando moleque

Que
Deus por favor aproxime meus amigos de mim
Sou imparcial
Gosto tanto deles
Que tô nem ai
O que sentem por mim

Gostaria que seja
Igual, mas se igual. Não for
Se precisarem de mim
De corpo alma e mente
As ordens estarei
Dos amigos que quero bem
Defendo-os das ameaças, do guincho, do frio, da mulher braba
E da madame mim

A sua tag esquecida
No meu carro
Em dia de orgia
Deixa pra mim
Deixa pra mim
Assumo que é minha
E fui tudo eu
Pois costa larga
Não me falta nada
Passo de burro de carga
Pra mostrar que a amizade
Verdadeira
Precisa ser honrada
Demonstrada e se necessário desenhada
Pulseira pedida, é vergonha eu sei, mas não é roubada
Pra quem tá de saída tanto
Faz, não perde nada
Fica calmo
Eu propus, quatro pulseira
Tá ganha a causa

Mas um
Dos dois mil
Que pagou mil
Tá vindo
Deixa pra mim
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