Flutuaremos juntos Escolheremos as palavras mais dramáticas Do nosso livro vivo de amizade milenar Sentindo o gosto ardente da água Como espinhos de uma rosa a sangrar Sugando o pólen branco de uma vida patética Onde os corpos envelhecem as mentes sórdidas Privando todo e qualquer sentimento puro De uma criança verdadeira e mórbida E nosso olhar tão distraído e alerta Nossa visão tão decadente e dispersa Encontra uma fonte densa de emoções Entre perigos e caminhos e canções E na beira do precipício Buscaremos o início E a verdade daquilo o que ainda estimo Entre poeiras e canções Entre pó e invenções E tudo aquilo que não há E tudo aquilo que virá