Num dia desses vou fazer as malas, vou pegar a estrada Eu e ela, a Mel e meu violão Eu vou sem rumo, sem caminho, no rádio um blues Tocando bem baixinho e que o vento reze a direção De vez em quando vou parar o carro, fumar um cigarro Vou sentir a brisa segurar sua mão Lembrar de fato não ter endereço, vou morar no mato Não quero dinheiro, nem ser cidadão Fazer amor com minha princesa Vou beijar sua boca e depois de tudo ao lado da fogueira Vou cantar pra ela a nossa paixão Sem pensamento e nenhum problema de qualquer espécie Sem preocupação A natureza muito gentilmente deixa evidente Tem tudo pra gente, água, fogo e Sol Quero acordar ouvindo os passarinhos com ela do meu lado de novo Uma estrada quero outro cigarro e olhar a imensidão A Mel tranquila debaixo do banco encarando a gente Quer um namorado, fico encabulado Muito assanhada a minha princesinha Não vai estar sozinha, também tem direito de uma paixão E sem relógio, e nem calendário Qualquer dia é dia, Sol ou chuva é festa O fim não existe e ninguém é triste Vamos estar descalço, dispensar as véstias Andar pelados sem preocupação Oh, oh, oh, ooh É tão enorme esse Universo vai estar contente Portas sempre abertas esperando a gente Nômades amantes sem explicação A luz da Lua mostra o caminho, ilumina o ninho, abre o coração Não vou embora, só lembrar da história Somos só nós dois agora, cadê meu violão Somos só nós dois, a Mel e Deus Somos só nós dois, a Mel é Deus