Cupins da democracia, fãs do autoritarismo Em um cenário nada pacifico Há muitos pelas praças, aos pombos ofertando milho Sem perceberem o alargar do abismo Fazem de conta que não têm nada a ver com isso Não adianta esbravejar contra quem está no poder A mentalidade tem que mudar prum novo dia florescer Para não presenciarmos este abismo nos absorver Político e religioso deixam o povo no fundo do poço Enquanto os tostões de Pedro enchem os seus bolsos E tudo se torna pecado que arrocha o nó em nosso pescoço Nos mantendo em um círculo vicioso Em nome de um Deus que cada um molda ao seu próprio gosto Não se promove a diversidade, silenciada por tiranias Que esbravejam contra negros, indígenas e outras minorias O desrespeito é a lei que rege esta patifaria Renovando a nossa agonia todos os dias Impedem que gozemos de uma plena cidadania