Sentei comigo mesmo, sem pressa, sem pressão Deixei que cada parte minha, tivesse opinião O medo falou primeiro, e eu não interrompi Depois veio a raiva, e eu também ouvi A dúvida se apresentou, desconfiada no olhar Mas a intuição chegou, só pedindo pra respirar Foi então que eu entendi: Consciência não é briga É uma mesa redonda, onde a alma se abriga Na mesa da consciência Todas as vozes têm lugar Até a dor tem sua fala Se você souber escutar É nesse espaço sagrado Que o silêncio vira lei E o eu que antes dividia Agora aceita tudo o que é Já tentei calar o medo, já tentei forçar a fé Mas percebi que acolher, é o que realmente é Não preciso ser per feito, nem apagar contradição Eu só preciso ser inteiro, com todas as versão É no centro do conflito, que a sabedoria nasce Quando o amor senta junto, até o ego se desfaz A consciência é um círculo, onde ninguém tá acima É escutar com o peito aberto, sem perder a própria rima Na mesa da consciência Todas as vozes têm lugar Até a dor tem sua fala Se você souber escutar É nesse espaço sagrado Que o silêncio vira lei E o eu que antes dividia Agora aceita tudo o que é Quando eu me escuto de verdade Não existe inimigo interno Só partes minhas Querendo ser vistas com amor Na mesa da consciência Eu deixei tudo sentar E no meio do caos Eu aprendi a me amar