Eu digo calma quando tudo em mim treme Finjo que o silêncio sabe me ouvir Aprendi a sorrir fora de tempo E a chamar de destino o que eu perdi Te prometo abrigo sem ter onde ficar Faço planos no escuro pra não cair Entre o que eu sinto e o que eu falo Sempre sobra algo por dizer aqui Eu disfarço o medo em tom gentil Mas meu olhar não sabe mentir São quase verdades que eu falo baixo Pra não quebrar o que ainda é laço Se eu digo amor e não fico depois É o coração dividido em dois São quase verdades, frágeis demais Mentiras vestidas de paz Eu desenho futuros que não vou morar Só pra ver o presente passar devagar Te ofereço o melhor que ainda não sou E escondo o que em mim nunca sarou Eu respondo tá tudo sem explicar Algumas dores não pedem lugar Eu me protejo chamando razão O que sangra quieto no coração Eu ensaio verdades pra outro dia Digo agora só o que eu podia São quase verdades que eu falo baixo Pra não quebrar o que ainda é laço Se eu digo amor e não fico depois É o coração dividido em dois São quase verdades, frágeis demais Mentiras vestidas de paz Se eu disser tudo, posso cair Do pouco equilíbrio que aprendi Tem coisa que só sabe existir Enquanto não precisa se definir São quase verdades no tom da voz Um jeito de ficar sem ser nós Se eu fico agora, mas penso em ir É medo demais de me repetir São quase verdades, restos de cais Mentiras que eu conto pra não ir atrás