Quando da fé despojado ele partia Pelo caminho incerto do destino No céu os anjos num triste desafino Choravam cantos repletos de agonia Como água o riso do seu peito fluía E o já homem, não mais pobre menino Matando as dores do passado ferino Tragava o Sol sem temer o que sentia Respirando, pois, da liberdade a vida Numa jornada desta vez destemida Dos tristes anjos cantantes debochava Chorai capachos o vosso lamentar Vós tendes asas, mas não podeis voar Tal qual eu, livre dessa vida escrava