Passa o tempo sutil e de repente Do seu silêncio irrompe um forte brado Insolência do eterno adolescente Tão cruel, que nos traz o inesperado E ali frente ao espelho que não mente Nostálgicos, queremos que o passado Regresse a nós como um filho carente Aos prantos por nos ter abandonado Mas em vão é querer se a dura idade Ao insolente mostra lealdade Feito capanga ao qual nada importa Só nos crava a triste dor da saudade Dos anos que o vigor da mocidade Todo dia batia em nossa porta