Nas ruas desta cidade inconstante Desfaço-me entre a neblina gelada Sofrendo a solidão da madrugada Inerte ao desprazer de cada instante Ao meu redor a noite é fascinante Indiferente a essa incontrolada Vida que vou levando pela estrada Num sentir a tudo dessemelhante Prisioneiro do tempo desalmado Num prosseguir incerto, dominado Pela dor que parece não ter fim Intensas recordações vou vivendo E por só vivê-las despercebendo O inverno que cresce dentro de mim