O amor às vezes dói, e dói doendo Fere profundamente e o ferido Nega a si mesmo o quanto está sofrendo Um sofrimento nunca antes sentido O amor às vezes suga, e suga tudo E o que ama, de não ter mais nada ri Ri como um tolo, e já sem conteúdo Inunda-se desse amor que está ali Talvez seja esse amor só egoísmo E se render a ele nada sábio Em face do que se perde por tê-lo Mas diga-me: Quão sábio é o abismo De dele não beber pelo ressabio E perder a aventura de vivê-lo?