De amor fatal por ti tenho morrido E de vida minh’alma alimentado Porque tal morte me tem erigido Ao Éden pros amantes preparado Para quem vê, é um ato descabido Se o amor jamais o tiver matado Mas se de amor este tiver morrido Há de entender o que me tem passado O que é o amor senão desprendimento O despojar do bem mais precioso Em virtude de um novo sacramento? O que é o amor senão sofrer honroso E desfastio além do entendimento Num retumbar deveras misterioso?