Luz baixa no quarto, cidade acordada Promessas no ar, mente focada Dois mundos batendo, noite pesada Do nada pra tudo, rota traçada Eu lembro da fase sem ter quase nada Bolso vazio, mas mente afiada Hoje a corrente reflete na sala E a mesma ambição continua instalada Telefone vibra, proposta chegando Ela me observa, sorriso chamando Salto alto lento, corpo balançando Clima perigoso, quarto abafando Diz que eu mudei, mas sigo o mesmo Só mais calado, porém mais intenso Toque suave, olhar suspenso Pele com pele, silêncio denso Eu vim do concreto, hoje no veludo Grana no tempo, lucro mudo Ela provoca, clima absurdo Mas minha mente ainda no estudo Subo sem pressa, degrau por degrau Nada me freia, eu sigo natural Noite quente, coração gelado Do nada eu virei caro e raro Chuva no vidro, rua vazia Banco reclinado, respiração fria Ela encostando, pouca luz guia Diz que meu jeito causa euforia Mão na corrente, brilho discreto Olhar distante, pensamento reto Sem falsidade, círculo seleto Poucos comigo, progresso direto Ela sussurra perto do ouvido Pergunta se eu sempre fui decidido Respondo baixo, tom contido Eu só fiquei mais perigoso e frio Noite longa, sem plateia Respiração, atmosfera cheia Entre desejo e estratégia Minha vitória vira matéria Eu vim do concreto, hoje no veludo Grana no tempo, lucro mudo Ela provoca, clima absurdo Mas minha mente ainda no estudo Subo sem pressa, degrau por degrau Nada me freia, eu sigo natural Noite quente, coração gelado Do nada eu virei caro e raro Cidade dorme, eu acelerado Ela sorrindo, corpo colado Futuro caro, destino traçado Do nada eu virei inalcançável e raro