Nascido no interior, jamais conheceu escola E foi guiado por Deus, que aprendeu tocar viola Tocando em festas e rodeio, criou a sua família Ensinou tudo de viola, a esposa filhos e filhas Ficando muito doente, bem pouco tempo viveu Numa tarde de dezembro, ele foi morar com Deus Desse dia em diante, o seu filho derradeiro Resolveu correr o mundo, desafiando os violeiros Em desafios e torneios, jamais um dia perdeu Dizia sou rei da viola, e quero desafiar Deus Correu então a noticia, chegando aquele casebre Tomando uma decisão, a velha reuniu a plebe A viola de seu pai, vai fazer uma jornada Vai buscar para o rebanho, essa ovelha desgarrada E protegida pôr Deus, filho mãe não conheceu E no primeiro repente, violeiro estremeceu Violeiro admirou-se, do repique e do ponteado Quis cantar faltou à voz, só disse estou derrotado Vejo meu pai em sua face, com a viola no peito Diga-me quem é você, a derrota eu aceito A velha lhe respondeu, sou sua mãe de verdade Quis o destino que eu viesse, mostrar-te a realidade Estou aqui em sua frente, de alma e corpo inteiro Mas Deus mandou dentro dele, o maior dos violeiros