As lágrimas que ninguém vê A falta de tudo pra viver É o caos que consome em dor Sem caminhos, sem saída A morte que anuncía o fim Que nada faz desaparecer Enquanto o vazio se esconde Em sorrisos cansados de ser Os dias definham desencantados Promessas quebradas do nada Sonhos aos poucos esquecidos Janelas se abrem para lugar nenhum Hoje a chuva encena a desesperança Os olhos molhados e ocultos Atrás de cortinas de fumaça Que humilham a alma sem piedade Não há mais para acreditar Cedo ou tarde os campos secam As flores murcham na solidão Na visão de um mundo inatingível Um grito abafado escapa Por querer o não querer Cedo ou tarde Sem amanhecer E os olhos sangram lágrimas Contidas Há muito escondidas no olhar Atrás de cortinas de fumaça Os dias definham desencantados Promessas quebradas do nada Sonhos aos poucos esquecidos Janelas se abrem para lugar nenhum