Pela vidraça, quase não te vejo Mas o que vejo é eloquente como os murmúrios que sei de cor O teu reflexo é brando como as manhãs de verão E denso, e inteiro, e multiforme O futuro brinca com o presente que o compõe em versos Enquanto sonhamos com dias de Sol E o horizonte se forma e se transforma concreto Sob a esperança que somente espera, por esperar E o mar se reparte em dois desejos E a brisa acalenta as marés enquanto observamos O tempo doce e quente que ainda não vivemos O sentimento do mundo, que nem é tão belo, se difunde Na poesia, que por si só se desenlaça e canta os grandes amores De tantas vidas, distraídas, eternas, em cores Pela vidraça do teu olhar O futuro brinca com o presente que o compõe em versos Enquanto sonhamos com dias de Sol E o horizonte se forma e se transforma concreto Sob a esperança que somente espera, por esperar E o mar se reparte em dois desejos E a brisa acalenta as marés enquanto observamos O tempo doce e quente que ainda não vivemos O sentimento do mundo, que nem é tão belo, se difunde Na poesia, que por si só se desenlaça e canta os grandes amores De tantas vidas, distraídas, eternas, em cores Pela vidraça do teu olhar Pela vidraça do teu olhar