Desperta Em meio à imensidão escarlate Por que tão alto meu coração bate? Memórias De um corpo que não é meu Tudo parece tão frio Sou uma assassina? No fim, de quem é a culpa? De quem tudo tira? De quem finge não enxergar O que está na sua frente Como pode tanto custar amar? Meu Sol se apagou, mas meu sangue ferve O que me faz ficar de pé? O desejo de matar Ou a vontade de te ter de volta? Esses fantasmas me assombram Quando o Sol nascer mais uma vez Sei que vou poder ver o seu olhar E isso abala O peso da culpa Quando o mundo desmoronar de vez Eu estarei lá por nós, de pé, banhada em sangue Em frente ao céu, ofusco a Lua carmesim Veja eu transformar a sede por vingança que há em mim por um instante Jogados no inferno, um lugar deserto Pegadas vão nos guiar Uma mansão quebrada, regras entalhadas Um sacrifício cuidar? Barulhos lá foram chamam a atenção Vou atirar se vier algo na nossa direção Pássaros voam por esse lugar? Não importa, a resposta é não Garoto, no começo, eu te achava suspeito Agora, é praticamente família pra nós Eu perdi meu Sol e cê perdeu seu bando Todos perdemos de alguma forma Fica com a gente, vou tentar te levar embora Escolhas devem ser feitas Já passou a hora de acordar pra realidade Eu sei, a gente quer ter a noite perfeita Mas a coroa clama uma resposta com intensidade Uma couraça manchada, um nome em mente Essas faixas parecem me chamar Me preparo como nunca, mas parece ser o mesmo de sempre O mundo parece pequeno quando o vejo da minha lente Deixo que as faixas tomem o meu rosto Eu desapareço, me torno um Vejo meu mundo de um jeito estranho Ou será o mundo que não me vê mais? Regras são tão irrelevantes quanto vocês Se existe outro lado no tabuleiro O fantasma é quem vai vencer Nana neném Mortes inevitáveis Vidas premeditadas São só sacos de dinheiro Em frente ao fantasma Ninguém, ninguém escapa Das espirais da morte Ninguém escapa do fantasma Ninguém escapa do fantasma No céu, ressoa o sino mais uma vez Mas por que vejo o seu corpo cair? Quase te perdi de novo Uma chama de esperança Acendeu em nós, mas esse calor queima Junto daqueles que nós amávamos Eu não vou deixar que você vá Então, não solta a minha mão Eu não vou ficar aqui Mesmo que não vá adiantar Eu já perdi muito pra arriscar você também Se for pra morrer, que seja junto de ti Eu não quero mais perder ninguém (ti) (Você junto a mim) eu não quero ficar sozinho Tem alguém me ouvindo? (Tem alguém aqui?) Como assim tem alguém aqui? Me diz, se ele tá vivo, pra onde foi? Eu não quero ver esse garoto sofrer ainda mais Ser um covarde o mantém vivo e eu entendo Mas eu sinto culpa Tá, a gente resolve, mas e quanto a culpa? Se eu não tivesse medo, não sentiria culpa Dalmo estaria vivo e ela também Quando não se sabe o que te move, o que resta é a Existe uma chance Uma chance de ficar tudo bem Ainda tem como ter uma família Eu só preciso que ele viva E quer saber? Não é a vingança que me move Eu só queria reencontrar aqueles olhos Filha, se esse sino te deixa mais perto ainda Acho que tudo bem abraçar Esse sentimento familiar Que cresce intensamente em mim Como a fome que posso racionalizar Minha intenção oculta Como uma máscara, o nome se esconde E com um nome, cicatrizes curam O que meu verdadeiro eu quer agora? Um novo recomeço ou minha filha de volta? Eloy ou aurora? Lena, abra seus olhos E reescreva a sua história Quando o Sol nascer mais uma vez Vou poder ver o seu olhar Chegou a hora de fazer eles pagar Realmente, um banquete irá começar Seus corpo são degraus para minha intenção alcançar Cada vida, uma bala, e cada bala, um nome terá Tuco, Maria, Jasper Que que cê tá fazendo? A culpa não foi sua A culpa não foi sua A culpa não foi sua Eu não queria mais perder ninguém Mas quer saber? Vai ficar tudo bem A nossa promessa já foi cumprida E você pode ter uma família E só dar mais um passo em frente E continuar Quando o Sol nascer mais uma vez Sei que vou poder ver o seu olhar E isso abala O peso da culpa Quando o mundo desmoronar de vez Me deixe ser corajoso pela minha família Frente aos céus, ofusco a Lua carmesim (Não faz isso) ser covarde já me fez viver o bastante (Espera) desculpa (Não faz isso) (Pomba) (Não) Quando o Sol nascer mais uma vez Sei que vou poder ver o seu olhar E isso abala O peso da culpa Juntos, vamos caminhar até o fim Mãos dadas ao nascer do Sol Esperando chegar nossa sentença Mesmo que o peso da culpa vá nos assombrar Preciso seguir Em frente Quando o Sol nascer mais uma vez Só mais um passo (eu vou) A esperança mora em nós (superar seu olhar?)