A cidade gira lento Quando eu paro pra sentir Luzes passam pelo corpo Sem pedir pra refletir Tudo soa meio torto Mas estranhamente bem Eu me perco no momento Pra não me achar em ninguém O tempo dobra em silêncio Quando eu deixo acontecer Minha mente vai flutuando Sem saber onde vai descer Eu tô preso no som Que não quer me soltar É um eco no peito Que insiste em ficar Se eu fechar os olhos Talvez eu entenda Que o caos também dança Quando a gente não tenta Teus fantasmas me observam Refletidos no neon Cada passo é um atraso Cada erro vira dom Eu não busco respostas Só um lugar pra cair Se o sentido não existe Deixa eu inventar pra mim O mundo treme em câmera lenta Quando eu paro de correr Tudo pesa menos Quando eu deixo de entender Eu tô preso no som Que não quer me soltar É um eco no peito Que insiste em ficar Se eu fechar os olhos Talvez eu entenda Que o caos também dança Quando a gente não tenta E se eu desaparecer Entre notas e delay Talvez eu volte diferente Ou talvez nem volte, eu sei O corpo pede silêncio Mas a mente quer gritar Entre o medo e o desejo Eu escolho flutuar Eu tô preso no som E não quero sair Se perder é caminho Então deixa eu seguir Se o mundo desaba Eu danço nos cacos Porque às vezes viver É aceitar o impacto Luzes se apagam devagar O som ainda fica aqui Mesmo quando tudo some É nele que eu aprendi