Vou pedir licença agora, pro ponteio do violeiro Pra cantar uma história, desse chão que é o pioneiro No noroeste paulista, surgiu um mundo de luz Palmeira d’Oeste é o nome, que a nossa gente conduz Foi o Sr. Orestes, lá no tempo do passado Batizou essa paragem, pelo verde abençoado Tinha tanta Palmeira, balançando com o vento Que o nome ficou marcado, gravado no pensamento. Mas pra vila ser cidade, precisa de união E o José Vicente Vicente, teve um grande coração Doou as terras da lida, com fé e muito carinho Em treze de dezembro, traçou o nosso caminho No ano de quarenta e quatro, a fundação se assinou Palmeira abriu as portas e o povo se instalou Cidade que é celeiro, de um solo que tudo dá Quem bebe dessa água, sempre quer aqui morar. Já colhemos muito arroz, algodão e o café O milho e o amendoim, sustentaram a nossa fé Mas o tempo foi passando e a riqueza se renova A uva e o citros hoje, são a nossa maior prova A Terra da Uva brilha, na festa de tradição Mas quando toca o berrante, mexe com o nosso peão Nas barracas de doce, a família se diverte É poeira, é montaria, o sertão que não se inverte! Dizem que aqui é o berço, de locutor de valor De peão de braço forte, que não tem medo da dor Região do Entre Rios, onde o peixe faz a festa Lazer pra toda família, é tudo que a gente gosta Cidade acolhedora e abençoada por Deus, de braços sempre abertos Um pedaço do paraíso, pra quem olha de bem perto Palmeira d’Oeste é joia, é orgulho do interior Termino aqui esses versos, com respeito e muito amor!