Há algo que invade até os sentimentos mais concretos Os mais banais, os mais casuais Um canto pacato no quarto, o silêncio de um relógio Nevoeiro traiçoeiro, vem levar meu ócio Uh, uh, uh Uh, uh, uh Uh, uh, uh Mãos que me tocam Como uma dose de morfina ao homem mais forte A solidão de quem fica com a sorte O sangue circula e tudo parece parar As notícias da TV me mostram o que eu não quero ver E a verdade não quer dizer nada pra quem não quer crer Uh, uh, uh Uh, uh, uh Uh, uh, uh Mãos que me tocam Uh, uh, uh Uh, uh, uh Uh, uh, uh Mãos que me tocam Uh, a noite que se esvai Ventos que me sopram Mãos que me tocam Uh, a noite que se esvai Ventos que me sopram Mãos que me tocam Chega a queimar tão depressa que o frio nem dói mais Eu grito, puxo, rasgo, sangro e peço paz Chega a queimar tão depressa que o frio nem dói mais Eu grito, puxo, rasgo, sangro e peço paz Uh, a noite que se esvai Ventos que me sopram Mãos que me tocam Uh, a noite que se esvai Ventos que me sopram Mãos que me tocam Uh, a noite que se esvai Ventos que me sopram Mãos que me tocam Uh, a noite que se esvai Ventos que me sopram Mãos que me tocam