Sorriso no rosto Alma em pedaços Falo de amor Mas o gosto é de aço Tantas mortes Tanta culpa no peito E você Tomioka Por que me deixa nesse leito? Respiração do Inseto Minha dança é leve Mas pega um ódio Que não se escreve Dizem que sou calma Voz sempre gentil Mas perdi minha irmã Você sabe o que eu já vi Tantas luas, tanto sangue Tanta flor sem raiz Finjo doçura Mas a alma não diz Você tão frio Com sua respiração da água Não sabe a dor Que minha calma guarda Não queria gritar, Tomioka Mas só sorriu Engula raiva Enquanto me desfio Você finge que não sente Eu finjo que não morro Mas cada encontro é um abismo Que eu corro Se eu pudesse te odiava Mas te amo tanto Mesmo sabendo que nunca vai dizer O que sente Te provoco, te firo, te beijo com pranto Porque entre nós só existe o quase, o corte Você me salva e me afasta no mesmo segundo Tomioka, teu silêncio, é o fim do meu mundo Na guerra, dança estocada de borboleta Mas o que me mata é teu jeito de cometa Queria que visse Que a dor atrás do meu riso Mora a dor da Shinobu real E mesmo fraca eu luto Por você no final Você é a gota que transborda o meu veneno Mas também é o único que me olha terno Minha irmã, ela acreditava na luz Eu só tenho ódio e você me conduz Quando te olho Tomioka, o mundo para Mas não posso tocar o que minha alma encara Te amar me enfraquece Mas não amar me mata E entre a flor e o corte, minha alma desata Respiração do Inseto, mas meu coração é humano E você é o único que eu chamo mesmo quando me engano Talvez eu morra sem ouvir tua voz dizer Que entre batalhas e luas você pensou em me escolher Mas mesmo assim sorrio, mesmo assim resisto Porque a amar você, Tomioka, foi meu maior risco