Se pensas que é de alegria Que vivo de fantasia Por andar sempre a cantar Quantas vezes escondo pranto Nestes meus versos que canto Com a voz a soluçar Mas se uma guitarra chora A qualquer que seja a hora No seu trinar magoado Vem o sentimento à voz E acorda dentro de nós Toda a tristeza do fado É ele o meu companheiro E não há, no mundo inteiro Quem melhor possa entender O sentir dum coração Que nunca nega a paixão Que sabe amar e sofrer Mas se, acaso, regressares E se, de novo, voltares Ao nosso viver d’outrora Então, amor, seguiria Cantando, mas de alegria Contigo pela vida fora