Ai quem me dera, Lisboa Cantar a tua poesia Desde Alfama à Madragoa Bairro Alto e Mouraria Pudesse eu, Lisboa amada Exaltar novas facetas Mas tens sido tão cantada Por trovadores e poetas Tens casas branquinhas, caiadas, velhinhas, singelas Ardinas, pregões de varinas por estreitas vielas Toureiros, fidalgos, artistas lembrando o passado E a luz do luar, para cantar um triste fado Tens cravos, balões, manjericos pelo Santo António Fogueiras, depois bailaricos ao som do harmónio Cantigas, despiques, intrigas d'amor e desejo Tens lindas mulheres, tens tudo o que queres Princesa do Tejo Lisboa namoradeira, menina airosa e bonita Tu também és cantadeira, vestes de seda ou de chita Este meu simples cantar é decerto o que preferes Nada mais te posso dar, porque tens tudo o que queres