O que impediu a água de entrar na arca? O homem comum apontará a madeira Dirá que foi a casca Mas o pensador se cala A mente trava diante da grandeza A grandeza indagada! Não é o cedro, não é o carvalho Não é a fibra esculpida O que impede a morte, e guarda a vida É o que os olhos não podem ver É a Ideia antes do projeto nascer É a Intenção do Criador a nos suster! Deus é o mar, insondável e profundo A arca é o homem, navegando no mundo Mas há dois pilôtos, nesse mesmo convés Um é livre, o outro, sabe quem É! O Espírito é a Videira O Espírito é a sabedoria pura O Garantidor que a rota esteja segura A alma é a vara que se desprendeu Fruto livre, mas que já foi Deus Já foi Deus! E enquanto a alma escolhe o seu caminhar O Espírito alerta o céu, sem hesitar Somos galhos da vida, varas da criação Saímos do Espírito, ganhamos coração A alma coexiste, autônoma e só Mas o espírito de dentro, desata qualquer nó Ele é a mente de Deus em inteligência limitada Gritando aos céus, quando a alma está errada! O espírito recorre ao céu! Quando a alma está errada O invisível é a barreira A barreira entre o abismo e a madeira A fé acalma a onda que vem Mas o Espírito sabe o que ameaça alguém Não é o tubarão, nem a tempestade O Espírito sabe! Deus é o Mar insondável e profundo! A arca é o homem navegando no mundo O Espírito é a Videira O Espírito é a sabedoria pura O Garantidor que a rota esteja segura A alma é a vara que se desprendeu Fruto livre, mas que já foi Deus Já foi Deus! A única ameaça real é a própria vontade Fruto podre, a maldita vaidade! Mas afinal o que impede a água de entrar? O que a sustêm? É o Invisível! Que faz o impossível se tornar possível! Essa subsistência tem Nome, e é o Autor! A Eterna Vontade, o Grande, Eu Sou!