Caminhamos por estradas que nós mesmos traçamos Cercados por ritos com o qual sempre lidamos A religião humana é um mapa sem destino Um ciclo de tolices, um som repentino Que ecoa nos templos, mas não muda o ser Promete o eterno, mas nos ensina a prender As mãos no visível, no ouro, no chão Enquanto a alma padece de solidão Onde está o ensino que nos faz libertar? Onde está a voz que nos ensina a desapegar? O necessário foi esquecido na mesa Desconectar do mundo e sua falsa beleza São caminhos de tolice que o homem inventou Buscando o sagrado onde Deus não o guardou Apegados ao couro, à prata e ao metal Enquanto o espírito espera o sinal Para subir além do que a mão pode tocar Além dos muros que insistem em levantar É preciso perder para enfim encontrar O corpo é uma tenda que o tempo vai levar Um sopro passageiro que não vai se demorar Mas a alma e o espírito, se salvos na luz Tornam-se um só na presença de Jesus Para os que se perdem, haverá fogo e dor Quando ocorrer o retorno do sopro ao seu Criador Por que insistimos no que vai perecer? Se a eternidade é o que nos faz viver Desconectar do peso, desatar o nó Lembrar que do pó viemos e voltaremos ao pó Mas o que há em nós não se pode enterrar É o que a religiosidade não quer nos ensinar A alma espera O espírito anseia Longe das tolices Perto da Vida Verdadeira