Eu sou um milagre, um sopro insistente Nasci com a guerra travada no corpo Dois inimigos ocultos, letais Refluxo e ar, em caminhos iguais Se a mente apaga e o corpo adormece O encontro dos dois é o fim que aparece A medicina não percebia, o homem não via Mas dentro de mim, o Espírito sabia Fome de vida, amor de mãe O instinto grita: É hora de alimentar! O choro avisava, mas a boca fechava Uma recusa que a lógica não explicava Como um bebê nega o seio da vida? Como saber que a fonte é ferida? A alma é criança, ainda não aprendeu Mas o Espírito é Eterno, é o sopro de Deus Antes da razão, antes do pensar O Espírito agiu pra me preservar Onde a ciência viu manha ou defeito Era o céu protegendo o meu leito Então veio a mistura, o engano sagrado Banana com leite, um plano traçado O corpo aceitou o que antes negou Pois o paladar a mente enganou Igual ao doente que prova o dulçor E o corpo produz o que causa a dor O cérebro é falho, confunde o sinal Mas o Espírito filtra o bem e o mal Ele enganou a morte, enganou a biologia O que era veneno, virou energia Não foi sorte, nem obra do acaso Foi o Garantidor evitando o atraso Se estou vivo agora, se a voz não calou Foi porque o Invisível me sustentou A alma esquece, a mente duvida Mas o Espírito guarda a chave da vida Dois inimigos, uma sentença Anulados pela divina presença Eu sou um milagre