No primeiro dia, você despertou no leito Inconsciente outrora, agora há vida em seu peito Já nasce sabendo o que é preciso pra sobreviver Se banhar, se vestir, o dente escovar e o pão obter Olhou para o amanhã e viu que o sustento findaria Se o braço não buscasse o trabalho do dia-a-dia Até aqui, o óbvio você começou a notar E até esse ponto, não houve pecado a te marcar Os dias passam, a obra do trabalho você executa Justo e leal, amigável em cada conduta Não conhece o ódio, a vingança ou a maldade O seu coração só pulsa a pura reciprocidade Viu uma mulher formosa, de alma dedicada Desejou a união em uma vida compartilhada Revelou seu interesse, aos pais dela foi falar E até aqui, não houve pecado a te marcar Mas preste atenção no que a história vai dizer O pecado não nasce do que você precisa ter Tudo o que excede a base e a necessidade Transforma o sustento na sombra da vaidade E a vaidade, ouça bem este ditado É o pai e é a mãe de todo o pecado Mas a rotina mudou, o mundo os olhos abriu Você adotou os costumes que o homem instituiu Começou a comprar aquilo que não é pão Desejos estranhos brotaram no seu coração Uma cama mais cara, um luxo que vai além da paz Roupas que brilham mais do que a limpeza faz Você está a um passo, a um sopro de tropeçar Pois a vaidade começou a te governar Não preciso ir além, você conhece o final Quando o desejo pelo excesso se torna o seu mal Guarde o básico, proteja a sua retidão Para que a vaidade não domine o seu coração