Eu estava ali, com o copo na mão Buscando o melhor pra cada irmão Escolhi a marca que o olho prefere O brilho do rótulo que a sede sugere Servir o pequeno é servir ao Senhor Pensei que o banquete era prova de amor Mas quando a terceira garrafa peguei Uma mão abrupta veio e um susto levei A obreira a tomou, num gesto de pressa Escondeu o recurso, quebrou a promessa Fiquei a olhar, num silêncio profundo O que separa o sagrado do mundo? É o enigma da honra, a sede do cargo Onde o vinho do Reino se torna amargo Guardaram o melhor pro banquete do rei Enquanto a ovelha ficou na margem da lei Preferiram o servo ao Senhor da mansão No rótulo da honra, faltou o coração Vi o prato montado, o cuidado especial Para o líder um banquete, pro povo apenas o normal? Onde foi que o caminho se desencontrou? Se o Mestre a toalha na cintura amarrou Por que na Sua casa, o prestígio é quem manda? E a mesa do Reino virou uma barganha? O Evangelho não tem camarote ou lugar Não escolhe quem senta para se banquetear Se Cristo é a cabeça, o corpo é igual Mas criaram um muro no altar principal A garrafa escondida A ovelha esquecida A hierarquia que fere a vida