A vaidade é o peso que o homem escolhe carregar É tudo o que sobra e não serve para ajudar Voltamos ao cenário onde o chão se partiu Onde o brilho do ouro o abismo engoliu Se o socorro tarda e o dia escurece O perfume caro na pele apodrece O luxo vira lixo, o status vira pó Diante do destino, você está só O que não serve na hora da dor Não tem serventia e nem valor Na calamidade, o essencial se revela Enquanto o excedente queima à luz de vela Onde está a utilidade do que você acumulou? Se o que salva é a água que o céu enviou? Pão para a fome, abrigo pro frio O resto é vaidade, um deserto vazio A vaidade distrai, ensurdece o ouvido Afasta o homem do seu sentido O que é excedente não pode salvar Só o que é essencial pode nos libertar Ela te ensina a viver tão distante de Deus A buscar nos objetos os desejos teus Mas o excesso impede o próximo passo Te prende no tempo, te rouba o espaço O verdadeiro caminho é usar a sua fé Pra praticar o amor, custe o que custar, como for Pois a fé sem o agir é apenas vaidade Uma crença sem vida, sem alma e verdade O ouro não mata a sede O luxo não traz o abrigo Na hora da calamidade Deus quer ser o Seu amigo O excedente É vaidade! O inútil É vaidade! A distração É vaidade! O amor É o essencial!