Já disseram que esse é mesmo o fim Tal como dez anos atrás Nos falavam que era paz Havia um mundo novo logo ali Estancaram o novo elixir Cansaram de se ajudar Pra assistir de um bom lugar O filme catastrófico de alguns Não era já, que a alegria Iria, enfim, nos abraçar? Sem findar no fim do dia a dia O novo mundo, começar? Repostaram que ainda é cedo, amor E temos muito o que buscar Uns falam que basta amar E outros levam lutas pra viver Já pudemos muito observar Por tantos séculos de amém Que a queixa só vai e vem Num longo ciclo, a reclamar O que haveria de mudar Melhorar, ou retornar Na ironia, ou na magia de crescer E ter saudade de voltar Salto imenso, para o desabar Da ambição tecnológica No esgotar da boa lógica Cairemos - por não nos cuidarmos Esse tempo há de acabar Pra renascer não outro porvir Se algo novo, enfim, surgir Que seja um índio inter-estelar E a esperança equilibrista Faz o sonho bambear Entre um canto pessimista E o futurista novo povo de um lugar