Eu joguei fora o que não me servia mais Limpei as prateleiras de velhos ideais Aquela culpa que eu carregava na mochila Ficou pra trás, perdi ela na fila O espelho hoje me olhou de um jeito novo Sem o cansaço que sufoca todo o povo Abri a porta e nem olhei pra fechadura A liberdade é a minha única armadura Não é que o mundo tenha ficado perfeito Eu é que aprendi a não aceitar o defeito De me culpar por coisas que eu não fiz De me podar pra tentar ser feliz O asfalto parece mais macio sob o pé Eu vou seguindo exatamente como é Sem ensaiar o que eu tenho pra falar Deixando o vento as feridas curar E aquele nó que apertava a garganta Se desfez na primeira manhã que se levanta Não tem mais sombra, não tem mais confusão Eu recuperei a chave da minha própria mão Agora eu sigo sem peso no peito Do meu jeito, com todo o meu direito De respirar o ar puro de um novo dia Trocando o medo por essa alegria O horizonte é largo e o céu é infinito Eu finalmente entendi o que eu sinto Livre de amarras, livre de nós Eu finalmente ouço a minha própria voz! O que pesava agora é fumaça no ar Eu aprendi que viver é saber soltar! Agora eu sigo sem peso no peito Do meu jeito, com todo o meu direito De respirar o ar puro de um novo dia Trocando o medo por essa alegria O horizonte é largo e o céu é infinito Eu finalmente entendi o que eu sinto Sem peso Livre pra ir Sem medo Livre pra sorrir