Guardo mais do que preciso Vai que o mundo falhe outra vez Chamam medo de apego Eu chamo de lucidez Nada sobra quando cedo Já vi promessa ruir Quem confia morre cedo Quem segura aprende a existir Mão aberta sangra Punho fechado aguenta É meu Não solto Não cedo É meu O resto É medo Ajuda cobra retorno Favores têm direção Se tudo tem um preço Por que doar o coração? A mesa posta é risco O banquete é ilusão Se a fome do outro é abismo Por que estender a mão? Não é ganância É cerco Não é excesso É controle É meu Não solto Não cedo É meu O resto É medo É meu Até o fim Onde não cabe mais nada Além de mim