Quando o último trovão silenciou Erguemos o rosto ao vazio Nenhum Deus guiava os passos Só o eco do desafio Das ruínas moldamos abrigo Sobre cinzas erguemos muralhas O aço lembrou-nos do castigo Mas também das antigas batalhas O tempo soprou entre as brasas Chamando o homem a se erguer Do pó e chama, forjou-se impérios – De um novo mundo a nascer Filhos das cinzas, da ruína renascem Erguendo coroas das chamas que ardem Sonhamos ser deuses, quebramos o céu E o fogo sussurra: A forja é eterna O orgulho soprou brasas antigas E a chama voltou a rugir Pois onde há vida e poder O caos começa a sorrir Se o fogo liberta ou condena Ninguém ousa responder Mas nas chamas que nos cercam Há um novo amanhecer Filhos das cinzas! Senhores do aço! Erguendo impérios do próprio fracasso! Rugindo aos céus, a alma ferida A forja é eterna, e a chama é divina! Filhos das cinzas! Rasguem o espaço! O destino os chama, a um último passo! O Martelo da Forja, em suas mãos Decide o futuro: Glória ou destruição!