Portões rangem no fundo do chão O som desperta o que estava em prisão Das covas sobem passos sem fé O submundo escuta e sabe o que é O silêncio tentou nos conter Mas o rock não nasceu pra obedecer Não bebemos do Estige Não viemos pra esquecer Tomamos o barco de Caronte Pra fazer o inferno tremer Óbolos caem no mundo além O Barqueiro grita, perde o controle também As almas sentem o pulso no chão Batida viva dentro do caixão Se a morte é porta, é pra quebrar Destino nenhum vai nos calar Não bebemos do Estige Não viemos pra esquecer Tomamos o barco de Caronte Pra fazer o inferno tremer Hades sente o chão vibrar Seu trono range ao nos escutar Pedal no fundo, distorção no ar Nem Deus sustenta esse lugar Não bebemos do Estige Não viemos pra esquecer Tomamos o barco de Caronte Pra fazer o inferno tremer